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sábado, 7 de maio de 2011

O teu silêncio.

Não consigo falar contigo pai!
Por uma razão ou por outra, nunca consegui  mas agora é muito mais difícil, senão impossível.
O meu mundo, nunca foi o teu mundo e hoje sinto a verdadeira dimensão dessa realidade.
Quando era pequenina sentia a tua falta, mas curiosamente, o teu corpo estava lá: hoje, tenho a tua presença física mas o espírito, sinto-o longe... não sei onde está, o que pensas, não te queixas, não manifestas nenhum tipo de vontade....não sei se não ouves ou se já não entendes muitas das coisas que te digo. Muitas vezes olho para ti e não consigo identificar a expressão do teu rosto.
Do passado, baralhas acontecimentos teus, com factos vividos por outras pessoas,   mas recordas...
De ontem, já não sabes muito bem se foi terça ou domingo e eu vou assistindo dia após dia, ao arrastar dos teus pés (como se carregásses um peso imenso nos ombros), ao desmoronar da  figura grande e imponente que já foste!....
Gostáva de saber se te lembras da mãe e do mano mas sei que seria díficil para ti falar sobre isso.
Gostáva de saber tantas coisas sobre ti que nunca soube....

5 comentários:

  1. Parabéns Isabel, muitas parabéns, o seu blogue é sem duvida um dos mais desenvolvidos da turma!!esta altamente continue assim...

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  2. Ola Isabel consegui vir aqui xD Este sei texto deixou.me com as lagrimas nos olhos ! Sinto isso tudo o que voce sente a unica diferença é que já nao tenho aqui o meu pai !! :S Tambem lhe queria fazer muitas perguntas que ao longo do tempo nao foram feitas e que agora já é tarde demais ! Continuo com esse á vontade para falar aqui no seu blog ! As vezes tenho vontade de falar para aqui como se isto fosse um livro em que ninguem podesse ler ! Um grande beijinho

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  3. Ainda bem que entendes aquilo que eu sinto.
    É bom que consigas desabafar aqui e partilhar com os outros. Quando conseguimos partilhar, a dor torna-se mais pequenina.
    Aquilo que querias falar com ele e que não falaste, fala-lhe agora através daquilo que escreves e ele vai escutar-te.
    Beijinhos.

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  4. Obrigada Virgílio, mas tu também és capaz. É só quereres. O teu também está muito bem.

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